terça-feira, 20 de julho de 2010

Quantas vezes você me ouve...

Me anima ,

me faz seguir em frente,

participa da minhas alegrias

e

trata meus assuntos,

como se fossem seus,

me dá conselho que eu respeito,

porque sei que são sinceros.

Às vezes concordamos,

em outras discordamos.

Você faz parte do meu mundo,

você é alguém em quem eu confio

e que tem todo meu afeto

e a minha amizade.


"Abençoados os que possuem amigos,

os que os têm sem pedir.

Porque amigo não se pede,

não se compra,

nem se vende,

Falam com o olhar.

Amigo é a direção é a base,

quando falta o chão.

Amigo não tem hora pra consolar!

Ter amigos é a melhor cumplicidade!”

Machado de Assis
Amigos sabem quando serão amigos, mesmo que as situações digam que não...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Filmes

1) A Corrente do Bem
Com Kavin Spacey, Helen Hunt, Haley Joel Osment. Trata-se de um professor de Estudos Socias, que em seu primeiro dia de aula numa turma da 7ª Série lança uma proposta de trabalho para seus alunos tentarem desenvolverem o ano inteiro: pensarem em uma idéia para mudar o mundo e colocá-la em prática. O que seria só uma atividade, acabou se tornando um desafio para um dos alunos (Travor), que acaba criando uma corrente do bem, baseado no princípio de que ele iria ajudar três pessoas a realizar algo muito importante que sozinhas elas não conseguiriam (um mendigo, seu professor e um colega de classe) e estas pessoa teriam que passar o bem que lhes tinha feito adiante a outras três pessoas e assim sucessivamente. Essa corrente se expande e chega a outros lugares mudando a vidas das pessoas e despertando o interesse do repórter em remontar sua origem, quando depois de um acidente que destruiu todo seu carro, recebe de presente um carro novo de um desconhecido. O filme é sensível, emocionante, traz mensagens profundas sobre necessidade de mudança, como nossas vidas estão ligadas aos outros, a necessidade de construção de uma consciência social num mundo global...... e tem final surpreendente.O diálogo entre professor e aluno é simplesmente brilhante. O filme tem "panos para mangas" como um desencadeador de discussões interdisciplinares: psicologia (perfil psicológico dos autores principais:aluno, professor, mãe do aluno, avó do aluno,mendigo colega de sala, repórter), matemática (a lógica matemática da corrente do bem), linguagem (a obsessão do educador por uso de palavras de alto nível e a forma como estimula os alunos a pesquisarem seu significado), religião e filosofia (exploração de correntes religiosas, filosófica, personalidades que defendem o princípio de uma nterdependência entre os homens), história e geografia (origem e lugares em que esses princípios foram aplicados) e outras mais que vocês poderão enxergar se chegarem a assistir.
2) Ao mestre com carinho
Embora muita gente o considere melodramático em excesso, Ao Mestre com Carinho é o mais conhecido e cultuado filme do gênero. No meio dos anos 60, um professor negro (Sidney Poitier) inicia na carreira lecionando para uma turma de adolescentes rebeldes — e por vezes racistas — numa escola pública da periferia de Londres. Com seu jeito ora autoritário ora paternal, ele conquista aos poucos o respeito e a admiração da turma. A canção-tema, interpretada por Lulu, embalou muitos bailes românticos nas últimas décadas. O roteiro lembra Sementes da Violência (não disponível em vídeo), que tem Glenn Ford no papel do educador. Mak, o personagem de Poitier, ressurgiu em 1995 numa continuação menos inspirada, Ao Mestre com Carinho — Parte 2, dirigida por Peter Bogdanovich. Depois de lecionar durante 30 anos em Londres, Mark Thackeray (Sidney Poitier) se aposenta e volta para Chicago. Lá, o desafio de ensinar garotos em uma escola pequena mostra que ele não deve abrir mão de sua profissão.(To Sir, with Love II). 1996.
Ao Mestre com Carinho (To Sir with Love), Inglaterra, 1967, 105 min., drama, cor, Columbia Home Video, tel. (0--11) 5503-9800. Direção de James Clawell. Com Sidney Poitier, Judy Geeson, Christian Roberts e Lulu
3) A Sociedade dos Poetas Mortos
Em 1959, na tradicional e conservadora Welton Academy, freqüentada exclusivamente por rapazes, o professor John Keating (Robin Williams) emprega métodos de ensino nada ortodoxos para lecionar Literatura. Seu lema é carpe diem, expressão em latim que significa "aproveite o dia". E ele não mede esforços para provar aos estudantes que a preparação para a universidade não precisa ser um tormento. Pelo contrário, aprender pode ser um prazer. Keating fala aos pupilos sobre uma confraria secreta, A Sociedade dos Poetas Mortos que dá nome ao filme e cujos membros se reuniriam para a leitura de versos e a discussão de paixões pessoais. Ao ressuscitar esses hábitos, o professor incentiva os jovens a seguir os próprios instintos e decidir seus destinos. Um deles, por exemplo, pretende tornar-se ator de teatro, contrariando a vontade do pai, que o quer na advocacia. Ainda que quase toda a turma goste muito das novidades implementadas pelo mestre — como assistir às aulas ao ar livre e arrancar dos livros didáticos as páginas consideradas inúteis ou prepotentes — as medidas não agradam à direção da escola, que as proíbe. O filme contrapõe o desejo de liberdade e a alegria de viver aos rígidos códigos de conduta que regem as instituições educacionais mais arcaicas.
A Sociedade dos Poetas Mortos (Deads Poets Society), EUA, 1989, 128 min., drama, cor, Abril Vídeo. Direção de Peter Weir. Com Robin Williams, Robert Sean Leonard, Ethan Hawke e Josh Charles
4) Mentes que Brilham
Fred Tate (Adam Hann-Byrd) tem 7 anos, inteligência muito acima da média e sérias dificuldades de relacionamento. Tímido e solitário, o menino se vê afastado do convívio social em parte por causa da superproteção que recebe da mãe, Dede (Jodie Foster). Ela é solteira, trabalha como garçonete e espera que o filho consiga levar uma vida normal. Depois de fracassar ao matriculá-lo em escolas comuns, Dede procura uma entidade especial para crianças superdotadas. Mas a diretora da instituição (Diane Wiest), temendo que Fred desperdice seu potencial com trivialidades, o inscreve na Odisséia da Mente, espécie de olimpíada para pequenos prodígios. Embora apresente um desempenho notável na competição, ele agrava sua condição psicológica. Mentes que Brilham discute, de forma delicada e convincente, o tratamento que se deve dispensar às crianças de QI muito alto.
Mentes que Brilham (Little Man Tate), EUA, 1991, 99 min., drama/suspense, cor, 20/20 Visin. Direção de Jodie Foster. Com Jodie Foster, Harry Connick Jr., Adam Hann-Byrd e Diane Wiest
5) Meu Mestre, Minha Vida
Vinte anos após sua demissão, um professor que virou atleta famoso (Morgan Freeman) retorna à escola onde deu as primeiras aulas com a missão de educar estudantes violentos e viciados em drogas. A trama de Meu Mestre, Minha Vida baseia-se na história real de Joe Clark, ex-ídolo do beisebol norte-americano.
Meu Mestre, Minha Vida (Lean on Me), EUA, 1989, 109 min., drama, cor, Warner Home Video, tel. (0--11) 3845-6777. Direção de Jhon G. Avidsen. Com Morgan Freeman, Beverly Todd, Robert Guillaume e Alan North
6) Morangos Silvestres
A caminho da universidade onde lecionou, um professor aposentado (Victor Sjöström) viaja para receber um título honorífico. No trajeto, um pesadelo o faz recordar episódios de sua longa vida. Morangos Silvestres, contado em flashbacks, não é de fácil entendimento, mas os cinéfilos — como Luiz Carlos Merten, crítico do jornal O Estado de S. Paulo — garantem que vale a pena.
Morangos Silvestres (Smultronstället), Suécia, 1957, 90 min., drama, preto e branco, Cult Filmes, tel. (0_ _11) 820-6670. Direção de Ingmar Bergman. Com Victor Sjöström, Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand e Max Von Sydow
7) Mentes Perigosas
Ex-combatente (Pfeiffer) torna-se professora de uma turma de alunos-problema, drogados e marginais. Para ganhar a confiança da classe, tenta compreender a fundo os dramas de cada estudante. A fita segue a linha de Sementes de Violência. Na dúvida, prefira o original.
Dangerous Minds, EUA, 1995, 99 min., drama, cor, Abril Vídeo, el.: (0_ _11) 3037-4522. Direção de John N. Smith. Com Michelle Pfeiffer, George Dzundza, Courtney B. Vance e Robin Bartlett.
8) Mr. Holland – Adorável Professor
Em 1964, um jovem compositor (Dreyfuss) decide dar aulas de música enquanto economiza para dedicar-se à criação de uma sinfonia. Anos depois, quando seu filho nasce surdo, ele organiza um concerto todo especial para deficientes auditivos. Já na década de 90, é forçado a aposenta-se porque sua disciplina deixa de ser prioridade no currículo escolar.
Mr. Holland’s Opus, EUA, 1995, 140 min., drama, cor, Flashstar/Polygram, fax: (0_ _11) 251-1035. Direção de Stephen Herex. Com Richard dreyfuss, Glenne Headl, Jay Thomas e Olympia Dukakis.
9) Nenhum a menos
Nenhum a Menos arrebatou, com méritos, o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza e o prêmio do júri popular da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, ambos em 1999. A ação, inspirada em fatos reais, se passa numa paupérrima escola rural chinesa, onde uma garota de 13 anos (Wei Minzhi, que como todos os personagens interpreta a si mesma na fita) recebe a incumbência de substituir o professor titular, licenciado por um mês. Ela não dispõe de um livro sequer, pode gastar no máximo um giz por dia e ainda por cima deve morar na sala de aula junto com vários de seus 28 alunos. Por falta de móveis adequados, as carteiras ganham função de camas. A menina tem como principal obrigação evitar a evasão estudantil — um problema crônico no país. Ocorre que um aluno abandona os estudos e vai para a cidade grande em busca de emprego. A pequena mestra não tem dúvida: segue no encalço do fujão. Disponível também em DVD, a fita é indicada por Pedro Butcher, crítico de cinema do jornal O Globo, e por Isabela Boscov, da revista Veja.
Nenhum a Menos (Yi Ge Dou Bu Neng Shao), China, 1988, 106 min., drama, cor, Columbia Home Video, tel. (0_ _11) 5503-9800. Direção de Zang Yimou. Com Wei Minzhi, Zhang Huike, Tiam Zhend e Gao Enman
10) Gênio Indomável
Um garoto dotado de grande inteligência mas que vive se metendo em encrenca. Sem família e com pouca educação formal, ele devora livros mas guarda tudo que aprende para si e procura empregos que dispensam qualificação. Um professor do MIT descobre que Will é um gênio e quer o garoto em sua equipe de matemática, mas, como Will tem problemas com a polícia, é preciso fazer um acordo com a justiça. São impostas duas condições: ele tem que trabalhar com o professor e fazer terapia. Sean McGuire (Robin Willians) é o terapeuta chamado para domar o dificíl temperamento do rapaz. Ambos são igualmente teimosos, mas surge uma amizade que convence Will a encarar seu passado e seu futuro.
11) Uma mente brilhante
Baseado no livro A Beautiful Mind: A Biography of John Forbes Nash Jr., de Sylvia Nasar. O filme conta a história real de John Nash que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade. Brilhante, Nash chegou a ganhar o Prêmio Nobel. Diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos, Nash enfrentou batalhas em sua vida pessoal, lutando até onde pôde. Como contraponto ao seu desequilíbrio está Alicia (Jennifer Connelly), uma de suas ex-alunas com quem se casou e teve um filho.
12) Com mérito
Monty é um estudante de Harvard prestes a se formar. Quando seu computador quebra, ele fica apenas com uma cópia impressa de seu trabalho de graduação e corre pra tirar uma cópia, mas tropeça e o calhamaço cai no porão de um prédio. Ali se abriga o mendigo Simon, que pega o trabalho e chantagea Monty: para cada página do trabalho, ele quer um dia de casa e comida. E assim Monty e seus companheiros de república são forçados a conviver com Simon, um relacionamento que aos poucos se transforma em amizade. O mendigo está doente, teme morrer logo e começa a rever os erros de sua vida. E pode não ser culto, mas é capaz de ensinar algumas coisas sobre a vida para estes estudantes de Harvard.
13)
Código de honra
Nos anos 50, David Greene (Brendan Fraser) é um garoto judeu de família simples que consegue entrar numa escola particular de prestígio. Apesar de não ser rico, é aceito pelos colegas graças a sua simpatia e ganha popularidade com seu desempenho no time de futebol. Mas quando descobrem que ele é judeu, tudo muda: os novos amigos e a namorada se afastam e um forte antisemitismo se faz presente. E a história engrossa mais quando um professor encontra o papel de uma cola durante uma prova. David sabe de quem é a cola, mas os outros alunos cogitam jogar a culpa em seus ombros. O filme conta com vários rostos que começavam a ganhar espaço em Hollywood, como Brendan Fraser, Chris O Donnell e Matt Damon. School Ties, EUA, 1992
14) Escritores da liberdade
Grin Gruwell é uma jovem professora que leciona em uma pequena escola de um bairro periférico nos EUA. Por meio de relatos de guerra, ela ensina seus alunos os valores da tolerância e da disciplina, realizando uma reforma educacional em toda a comunidade. Escritores da Liberdade é um filme classificado como gênero de Drama. O filme é baseado em fatos reais.
15) Vem dançar
Pierre Dulaine é um dançarino profissional que resolve trabalhar voluntariamente numa escola de dança do sistema de ensino público nova-iorquino. Enquanto sua formação bate de frente com os desejos de seus alunos, juntos eles criam um novo estilo de dança. Baseado em história real.
16) O Nome da Rosa
Adaptação do livro de Umberto Eco. Sean Connery faz o Sherlock Holmes dos monges, tentando solucionar uma série de assassinatos ocorridos num mosteiro do século XIV.

Que notas são estas?

Antes das diferenças olho para as semelhanças: em 1969 ou em 2009 os pais parecem não se responsabilizar pelos resultados escolares dos filhos. Será uma realidade visível em diversos casos, resultado de um acompanhamento e participação incipiente do percurso escolar dos alunos, quer pela fraca valorização da educação formal, quer pela falta de tempo que caracteriza estes tempos modernos... A frase “Que notas são estas"? Sofreu uma deformação semântica, impressionante. É de pasmar até o mais proeminente filólogo da Língua Portuguesa, como as mesmas palavras aplicadas nas mesmas circunstâncias puderam mudar totalmente de significado com o tempo. No tempo, em que os pais, questionavam seus filhos quando tiravam nota baixa na escola, resolutos e incisivos, perguntava-os “Que notas são estas”? Complementavam, "Filho você vai ficar de castigo, sem brincar, para estudar mais." Em tempos de inclusão digital, a sentença funambulesca “Que notas são estas”? É dirigida pelos pais ao professor, que inerme e frustrado, ainda tem que escutar essa, “Meu filho tem que ser aprovado”. Na Grécia Antiga, Sócrates por tentar iluminar algumas mentes foi condenado a tomar cicuta. No Brasil “País do Futuro”, os professores tomam Tarja Preta.

A profissão de professor está acabando por vários motivos,

dentre eles:

1 - Os alunos são os patrões e eles sabem disso, daí a baderna.

2 - Na escola pública: "O governo finge que paga, o professor finge que ensina, o aluno finge que aprende". Conheço vários casos de professores que foram ameaçados. Se você finge que ensina, eu finjo que aprendo.

3 - Reprovar só em último caso e o aluno sabe disso.

4 - Os diretores de escola são verdadeiros boçais, não estão preparados para a função. Se você coloca um gestor como diretor, ele não vai saber olhar o lado educacional, não saberá tratar os alunos nem os professores. Já se você colocar um professor como diretor, vai perder um ótimo professor e ganhar um péssimo gestor. Salvo raras exceções.

5 - No Capitalismo o respeito vem pelo dinheiro. Os salários dos professores são risíveis, portanto o respeito, que antes era forte, já não existe mais. Salário de professor virou piada, a profissão também.

A charge acima retrata uma realidade cruel, onde antes tínhamos os alunos carregando toda a culpa por seus resultados, e hoje os professores são tidos como principais responsáveis pelas dificuldades de aprendizagem.

De um lado, alunos que recebem uma gama tremenda de informação por televisores, computadores, e pouca de seus pais, que quase sempre trabalham fora ou não conseguem acompanhar essas mudanças.

Do outro lado, professores que ganham pouco, tem poucos recursos pedagógicos, pouco tempo (na maioria das vezes tem dois empregos) e terminam esgotados e com pouca paciência.

O conhecimento científico e tecnológico aumentou e com isso o conteúdo que os alunos tem que "saber" para passar de ano.

Ao mesmo tempo música, dança, teatro, artes plásticas foram sendo deixadas de lado, para que houvesse mais tempo para estudos "mais importantes", que caem no vestibular.

Temos que chegar a um equilíbrio na educação. E para isso são necessárias mudanças estruturais, curriculares , na formação de professores, na própria arquitetura das escolas.

Valorizar a formação técnica, pois nem todos tem, obrigatoriamente, que passar em um vestibular e cursar uma faculdade.

Valorizar as artes e ensinar para a vida: culinária, cultura, cidadania, sem esquecer, claro, das disciplinas já existentes.

Música, dança, poesia, som, imagem, comunicação, direitos e deveres...

Diferente do que acontecia há 30 anos, quando os professores se formavam e trabalhavam até se aposentar, hoje os mestres tem que estar em constante atualização. E isso só é possível com um salário compatível e tempo, duas coisas que eles não possuem.

É necessário apoio institucional, apoio da direção das escolas, apoio da mídia, apoio dos pais e dos alunos, para que os mestres possam trabalhar com dignidade e voltem a sentir orgulho de sua profissão, que considero uma das mais difíceis e importante, pois é a base de todas as outras.